Recife, 27 de novembro de 2009
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COMUNICAÇÃO

Marketing de guerrilha está na moda

Publicado em, 03/03/2008 às 23:35. Visualizada 940 vezes

Marketing até no par de jarro das famosas
Divulgação

.colaborador

As revistas de moda de circulação nacional estamparam essa semana em suas páginas duas celebridades da TV brasileira, a atriz Taís Araújo e a apresentadora Adriana Galisteu, vestidas com roupas semelhantes no mesmo evento. Coincidência ou uma gafe? E o que dizer de táxis rodando na cidade com copos de café esquecidos no teto? Ou quem sabe você já encontrou no lugar de homens barbados, mulheres com minúsculos shorts e tops lavando pára-brisas dos carros nos principais sinais de trânsito?

O que significa cada uma dessas ações? Uma simples brincadeira? Não. É a moda do marketing de guerrilha que veio para ficar. Segundo Gustavo Fortes, diretor de planejamento e criação de marketing, na Coluna Opinião do Jornal Meio&mensagem de 21 de maio de 2007, o termo marketing de guerrilha vem da guerrilha bélica, ou seja, com poucos recursos têm-se que lutar para ganhar. Afirma que, no marketing de guerrilha, o objetivo não é simplesmente informar. É fazer com que quem recebe a mensagem tenha vontade de passá-la para a frente. Seja numa mesa de bar, numa página de jornal (no caso do jornalismo), na revista, na TV, no rádio. Ainda segundo Fortes, as armas de guerrilha são o boca-a-boca e a mídia espontânea.

"Pouco dinheiro e muita criatividade. Esse é a moda do marketing de guerrilha", afirma a jornalista Bruna Fioreti, colunista da Agência Estado em artigo recente, publicado na Revista JC, de 2 de março de 2008. Gustavo Fortes complementa o assunto quando afirma que seu uso freqüente cobra seu preço aos publicitários, uma vez que é preciso muita criatividade: "Hoje a gente está chegando num ponto que as empresas estão procurando isso realmente, as empresas querem ter uma presença on-line, elas querem ter uma presença no Youtube, elas querem ter uma presença no Orkut, elas querem ter um blog para ter um canal com o público dela".

Um exemplo desta tendência foi a mídia em torno do filme Tropa de elite. Segundo matéria de Samantha Lima na revista Exame, publicada em 2007, Tropa de elite foi o primeiro filme brasileiro a contar com a rede de computadores como plataforma de divulgação. Segundo afirma, uma busca no Google indicou cerca de 322 mil páginas com referência ao filme e ao personagem principal, o capitão Nascimento, basicamente composto de blogs, chats e fóruns online. No Youtube, foram disponibilizados 1560 vídeos com trechos da produção. No Orkut foram criadas mais de mil comunidades em torno do filme. Em uma delas, focada no Capitão Nascimento, observou-se que cerca de 54 mil membros foram cadastrados.

Outra estratégia interessante criada pela Agência Espalhe, especialista em marketing de guerrilha, foi uma ação para divulgar a série Continentes Gelado com Amyr Klink, documentário que registrava a aventura do velejador no continente antártico. Segundo a revista About, a estratégia foi esquecer propositalmente em diversos locais de São Paulo 5 mil envelopes que traziam o nome do velejador, contendo no seu interior cinco fotos tiradas por ele, e um telefone para contato. A ação possibilitou que 63% dos envelopes gerassem retorno de ligação, que era atendida por uma secretaria eletrônica que informava que o velejador estava viajando, finalizando seu documentário.

Como pode se observar, o marketing de guerrilha tem como principal proposta fazer barulho, levando em conta como ação de guerrilha se destacar, romper barreiras, uma vez que há um congestiomanento de mídias entorpecendo os milhares de consumidores. Como características pode-se destacar a ousadia, agilidade e surpresa.

Segundo o site Logotipo Online, marketing de guerrilha tem como preceito gastar muito mais energia do que dinheiro. Uma comunicação que causa resposta rápida pelo seu ineditismo e gera muitas vezes mais repercussão do que as mídias tradicionais devido a forma espontânea que se configura. A guerrilha pode ser proposta por mídias relativamente baratas como adesivagem. grafites em muros, ações corpo-a-corpo, shows relâmpagos, projeções, instalações. No universo on-line, há infinitas possibilidades e grande alcance, uma vez que a web 2.0 e seus milhares de ferramentas interativas possibilitam uma infinidade de ações, gerando retorno quase que imediato. Cabe assim acreditar nas novas táticas de guerrilha como ferramentas de comunicação cada vez mais populares, e esperar que mais guerrilheiros entrem neste campo de ação, tornando o mundo da comunicação cada vez mais instigante.

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Rafael

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